quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A competição dos bebês




 “A mãe da Julia disse que ela imita vaca, cachorro, gato... E a Laurinha então... Já engatinha direitinho. Você acredita que o Matheus, filho da Fernanda só toma suquinho no copo? E a Beatriz que já identifica as letrinhas do alfabeto e aquela menininha na feira que cantava uma musiquinha inteira... Ai, meu Deus! Se minha filha não aprender algo extraordinário nesse fim de semana nunca mais volto nessa escolinha idiota!”

Este é o pensamento paranóico de uma mãe competitiva.

Minhas amigas, agora que temos filhotes vamos ter contato com outras mães. Na igreja, no parquinho, na escolinha... E o assunto inevitável é: desenvolvimento das crianças.
Parece uma grande competição... Quem faz o quê primeiro ou quem faz o quê melhor.

Depois de uma simples ida ao supermercado, você pode olhar pro seu bebê e pensar que ele está ficando pra trás.

Quero apenas lhe informar que o seu filho não será o primeiro em tudo. Outras crianças nascerão dentes primeiro, outras engatinharão, andarão, falarão e até vão ler primeiro (só pra eu me gabar... Devido a um distúrbio eu li com recém completos quatro anos. Mas me tratei e sou uma pessoa normal hoje hehe).
Mas é perfeitamente natural se preocupar. Aliás, “preocupada” é o estado normal de toda mãe que se preze.

Eu compro todos os brinquedos que se dizem educativos ou sugiram estimular qualquer coisa... Em geral a Nina prefere brincar com a sacola em que o brinquedo caríssimo veio... Ou então com os próprios pés.

Mas...  Não é o que fazemos? Queremos o melhor para essas coisinhas rechonchudas e angelicais.

A minha dica é: cancele a inscrição do seu filho pra essa competição.
Ele será bom em alguma coisa certamente. Agora, enquanto é bebê/criança e no futuro quando descobrir quais são suas habilidades.

Tire seu filhote da competição dos bebês urgente, em nome da sua sanidade.
Até porque... Seria maldade com as outras crianças...
Existe algum neném mais lindo, esperto e cheiroso do que o seu?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pitacos, palpites e conselhos...

A parte mais difícil quando se resolve ter um filho é saber lidar com os pitacos alheios. Todo mundo tem uma receita de sucesso... As pessoas só não usam com elas mesmas, talvez por altruísmo, guardaram a dica de ouro... Veja só... Para você!

Basta você dizer o que vai fazer que logo baixa o especialista em sua vizinha/sogra/tiachata/amigadeinfância ... Ou então, imediatamente elas se lembram de um exemplo para aterrorizar você.

“vou ter um parto natural, em casa.”

- Sério? Nossa! A vizinha da minha tia que mora em Carapicuíba foi fazer o parto em casa e sufocaram o neném na hora do nascimento.
- Pra quê, menina? A medicina tá tão evoluída. Faz uma cesariana. Rapidinho!

“já marquei minha cesariana.”

- Ah! Que horror! Cesariana é uma tragédia. Torturam o recém nascido. E a recuperação, então? Você não vai poder descer/subir escadas, não vai poder ir ao shopping e tem que ficar sem lavar o cabelo por 30 dias.
- Ihhh... Uma colega da moça que trabalha comigo foi fazer uma cesariana e o médico partiu o intestino dela.

“vou fazer meu parto normal sem anestesia.”

- ui! Uma prima da minha vó fez o parto sem anestesia. Quase morreu de tanta dor. Ela fez cocô em todo mundo que estava na sala de parto.

“vou fazer meu parto normal com anestesia.”

- Ahhh... Uma moça da minha igreja, foi anestesiada e como não sentia nada, na hora do parto a bexiga dela explodiu.

“meu bebê vai mamar leite materno em livre demanda, exclusivamente  até os 6 meses.”

- Ah, minha filha! Vc não ai dormir nada. Essa criança vai querer mamar a noite inteira. Dá uma mamadeirona bem cheia com NAN e daí ele dorme e te dá paz pra dormir tbm.
- Uma menina do meu trabalho amamentou em livre demanda e a filha dela ficou obesa.

“não dou  danoninho pro meu filho ainda, prefiro esperar ele fazer um ano.”

- Olha... Um danoninho vale por um bifinho... Seu filho vai ficar carente de proteína. (?)
- Ô mulher, criei 8 filhos...Tudo na base do danoninho e miojo. Estão todos aí, vivos e saudáveis. Problema com colesterol, todo mundo tem hoje em dia mesmo...

Todos os exemplos que citei são reais. Eu já ouvi TODAS essas frases durante a minha gravidez e algumas recentemente.
Minha amiga, NADA do que você fizer vai agradar as pessoas a sua volta.
Se você colocar seu filhote pra brincar na caixinha de areia do parquinho, cheia de xixi de cachorro e cocô de gato... Vão dizer que você é desleixada e não cuida direito do seu rebento. Se você não quiser colocar sua criança ali de jeito nenhum, você é fresca e ele não vai desenvolver anticorpos.
O hobbie dos pais é criticar a criação dos filhos dos outros. Relaxe!
Eu sei que você está cansada. Sei exatamente o que é cuidar de um bebê, dar atenção ao marido, lavar e passar, cozinhar...
Ás vezes parece que estamos na história do "Velho, o Menino e o Burro".

Sei que nosso estopim diminui consideravelmente.
Mas pare e pense:
Qual é o seu objetivo? Agradar a galera ou criar seu filho da melhor maneira que você puder?
Seu filho só tem uma mãe. Ele não vai ter com quem te comparar. Fique tranqüila. Você está fazendo um bom trabalho.
Criar a seu modo exige disciplina e um pouco de “ignorância” light pra dizer: Não! Obrigado. Com meu filho eu faço assim...
Não caia na armadilha de fazer todas as receitas caseiras que te derem. Leia, pesquise, ouça opiniões profissionais, filtre...

E olhe pro seu filho. Conheça-o. Só assim você vai saber o que é melhor pra ele.
Quanto aos palpites, faça como Che: Endureça sem perder a ternura.
Faça do seu jeito, faça com amor.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Esclarecimentos


Comecei este blog falando sobre gravidez. Era meu plano inicial tratar sobre as aventuras e desventuras da gravidez.

Me esqueci que era um curto período de 9 meses apenas.
Morro de saudade! (Creia, vc sentirá falta do barrigão. Eu jurava que não.)

Nina nasceu e no momento está com 5 meses. Fofíssima! Se nutrindo apenas com leitinho materno e pesando qse 8 kg.

Mudei o nome do blog na tentativa de evitar a terapia paga. Vou desabafar aqui.
Não tenho a intenção de fazer um blog com informações científicas e precisas.
Apenas um espaço para desabafar depois de ter passado o dia amamentando, trocando fraldas, brincando, lavando roupinhas, dando papinha e cuidando de duas pessoas (um bebê e um barbudo que se comporta como um)...

Espero que seja útil não só a mim.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Medo

Eu espero não ser a única grávida do mundo cheia de medos.

Medo do parto normal.
Medo da cesariana.
Medo da anestesia.
Medo da recuperação.
Medo da amamentação.

E o medo de não dar conta? E se o neném chorar e eu não souber o que é?
E se ele chorar de madrugada e eu não souber o que é?
E se ele engasgar?
E se ele tiver febre?
E se eu não souber educar?
E se ele mentir um dia? E se ele mentir muitas vezes?

“Ah, Vanessa... Desde que o mundo é mundo as mulheres se viram com as crianças e sempre dá certo!”

“Ah, Vanessa... É tudo natural... Instintivo.”

Eu sei de tudo na teoria. Mas morro de medo da prática.

Hoje li um texto bíblico que me acalmou e me fez bem.
Acho legal dividir:

"Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio." 2 Tm 1:7

Entendi que coragem não é ausência de medo.

Coragem é fazer o que é correto, com suor na testa, pernas bambas, boca seca...
É enfrentar... Pois Deus não nos deu espírito de covardia.

Achei melhor viver um medinho de cada vez.
E entregar esse medo nas mãos de quem pode me dar coragem.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amamentação

Amamentar é um ato de amor.
Aproxima mãe e filho e o leite materno é um alimento completíssimo para o pequenino.

Toda essa certeza não tira o meu pânico.
Vou amamentar. Isso é fato.

Mas é apavorante... Nunca amamentei antes... É natural que eu sinta isso. E o "testemunho" de alguma colegas fazem meus mamilos sumirem de tanto medo.

Tenho pesquisado, lido bastante... E achei esse vídeozinho abaixo tão legal.
A mãe não está com cara de que estão cortando o mamilo dela com uma faca de mesa e o nenem parece tão calmo.

Achei importante dividir.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

E o book?

Eu realmente não sinto vontade de fazer um book de gestante. Não me acho fotogênica e fazer pose pra câmera... Ai ai... Fazer coraçãozinho com as mãos na barriga? Escrever o nome do neném de batom pelo corpo? E obrigar o Isaac a segurar um sapatinho e fazer cara de papai?

Óbvio que quero ter lembranças desse momento tão bacana. Mas ficar num estúdio, em meio a filós, frufrus, chapéus, lenços... Não é a minha praia.

Não vejo problema em fazer um álbum assim para se guardar. O problema está em expor isso a qualquer um. E isso é a minha opinião.

Muitas mulheres se sentem mais bonitas nesse momento. Que estamos mais sorridentes é fato. Afinal, tem um bebê lindo dentro de nossa barriga que é um pedacinho nosso e um pedacinho do amor de nossa vida.
Algumas se sentem extremamente sexies. Ok!

Fazer um álbum de recordações com a auto-estima super elevada assim deve ser delicioso.

O que me deixa confusa é postar esse álbum no Orkut, no Facebook... Mostrar pro vizinho, pro cunhado...

Algumas grávidas se esquecem que são mulheres. Nossos seios não viram mamadeiras (só aos olhos do pequeno), bumbum, pernas e etc... Continuam a ser o que são.

Fazer fotos sensuais, de soutian (ou até sem ele) com a intenção de mostrar a barriga de uma forma sensual, blz! Mas mostrar isso a todos? Não sei.
Penso o mesmo a respeito de fotos do parto.

Eu já vi... Já me mostraram com meu marido do lado hein? Fotos de partos com a mulher peladona, com um pedaço de pano cobrindo aqui e acolá... E algumas no exato momento em que o bebê chega e este mundo tenebroso. Sim! Era um parto normal.

São momentos íntimos, lembranças para a família. Acredito que nessa hora vale o bom senso. Mostrar uma fotinho ou outra, vá lá. Mas...

Amigas, vocês verão fotos minha grávida. Certamente. Mas não esperem ver o potinho onde guardo o lanche do meu filhote. E nem fotos do caminho por onde ele trilhou até chegar ao meu colo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

E o momento mágico?

Sábado à tarde, minutos antes do JA na IASD de Indaial...
-Ai Ju...
-Que foi, Vanessa?
-Acho que estou grávida.

Os momentos que se seguiram ficam confusos na minha mente, talvez a gargalhada escandalosa da Julyana tenha me assustado... Ou talvez, ser arrastada para uma farmácia para comprar um teste de gravidez com um monte de mulheres rindo e tagarelando no carro enquanto eu estava apavorada... 
Essas meninas me fizeram ter coragem para comprar o tal exame e principalmente: Fazer o dito no banheiro da igreja.

Eu ouvia meu marido cantando com os jovens enquanto eu tentava acertar a mira... Fazer xixi num copinho descartável quando se está prestes a descobrir uma coisa tão importante, não é moleza tá?

Bom... O resultado deu positivo, todas comemoraram... E eu, fiquei pensando:
-Um xixizinho num copinho e um pedacinho de papel dizendo que estou grávida? Me poupe. Exame de gravidez é com sangue.

Na segunda-feira fui ao laboratório. Fiz o exame e no final da tarde fui com meu marido buscar.

O Isaac abriu o envelope e estava lá: POSITIVO.

Ele riu muito, fez piada (Esse exame é bom hein, amor? Vem até com o nome da criança, olha... Elisa. - Eu tinha feito o exame Elisa, que dá diagnóstico até de AIDS) e eu... Só sentia calor... Sede... Vontade de assistir pica-pau, comer uma manga...

Cheguei em casa me sentido um monstro, por não ter sentido a "magia do momento". Pensei que ao abrir o envelope, sinos tocariam, fogos de artifício no céu, música no ar... E eu não sentia nada. Só sede (a cidade de Indaial é quente demais e eu sempre estou com sede).

Lembrei desses verso:
Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe. (Salmos 139:13)
Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações. (Jeremias 1:5)


E refleti que Deus já conhecia aquela criança... E isso sim, era mágico.
Decidi que o melhor era ver o milagre acontecendo devagar... Dentro de mim.

Orei ao Senhor e decidi confiar. E algumas semanas depois, vivi o primeiro momento mágico.
Ouvi o coraçãozinho do nenem, batendo forte...
Ele estava ali, Deus o conhecia...

Não havia sinos, fogos de artifício... Meu marido nem estava junto...

Mas comecei a entender o grande milagre... A multiplicação da vida... O amor de Deus por mim e por aquele serzinho que mais parecia um girino...

Os milagres talvez aconteçam assim... Quando menos esperamos e sem toda pompa que desejamos. Mas estão ali...